FELIZ NATAL!

O Sonho do Coração

(Máximo Ribera)

CARÊNCIA DE AMOR
É bom ver o quanto o povo fica feliz com a aproximação e a chegada do Natal. Quando temos uma situação mundial de pandemia que ameaça a sobrevivência, a felicidade e a liberdade, o Natal surge como um sinal dos deuses nos apontando o Cristo como salvador desta situação coletiva e individual. Já não importa o consumismo; importa expressar afeto, trocando presentes entre nós. Estamos ávidos por gestos de amor.

DE MÃOS DADAS
O povo se une neste tempo e cria grupos de ajuda para aqueles sem recursos que estão precisando de cesta básica para comemorar o Natal. É o tempo em que aflora o melhor de nós, e a motivação é o nascimento do Cristo. Todos de mãos dadas vibram e suplicam por melhores dias.
BANDEIRA BRANCA
Estão se confraternizando parentes, amigos e, muitas vezes, em campos de batalhas interrompeu-se a monstruosidade da guerra à meia-noite do dia de Natal, para retornar feroz no dia seguinte. Este sinal, esta bandeira branca, poderia ser respeitada sempre, em nosso dia a dia, sem precisarmos do Natal para se fazer a paz na vida diária.
NATAL INTERIOR
O intervalo que criamos em nome do Natal revela que há esperança para nossa humanidade; e ao voltarmos nosso olhar para essa esperança, ela crescerá na certeza de que há dentro de nós, de cada um de nós, um Natal especial individual: há um menino Deus à espera de atenção, à espera de um intervalo no corre-corre do dia a dia, para aflorar dentro de nossa alma e iluminar nossa vida para sempre.
Podemos nos abraçar sim. Se não com os braços, vamos nos abraçar com as asas de sonho do coração!
Feliz Natal, companheiros!
Paz e Cristo!

Bahá’u’lláh – O Profeta da Unidade

Ilustração: Miti Goulart

Bahá’u’lláh, a “Glória de Deus” – eis o título respeitoso conferido a Mirzá Hussayn Ali. Ele nasceu em Teerã, antiga Pérsia, em 12 de novembro de 1817, no seio de família ilustre. Criança ainda e sem ter frequentado escola, chamou atenção pelo gosto da leitura, desvendando com os sábios os textos mais intrincados das Escrituras – e por ajudar anonimamente pessoas necessitadas. Quando ficou adulto, abriu mão de um alto posto na corte: queria seguir a Nova Fé que o Báb anunciava.
Houve uma grande adesão popular a esta reforma mais terna e mística do Islamismo Ortodoxo – e por isso seu líder (o Báb) foi perseguido e morto, com o sacrifício de milhares de fiéis seguidores.

No Oriente Médio do séc. XIX, Bahá’U’lláh se tornou o mais digno exemplo da Paz e da Não-Violência – contraste corajoso com as turbulências políticas e religiosas de seu tempo. Contudo, após o martírio do Báb, prenderam Bahá’u’lláh em 1852 e o lançaram em obscuro calabouço – o “Poço Negro”, em Teerã – onde lhe foi revelada internamente sua divina Missão. Peregrinou daí por diante por quase 45 anos de prisão em prisão, de exílio em exílio – prisioneiro do mundo, mas livre para escrever epístolas e advertir os governantes e líderes religiosos da Terra: era urgente observar a importância do entendimento e colaboração entre os povos. Sem temer fanatismo ou intolerância, suplicava mútua indulgência entre maometanos, judeus e cristãos, filhos de um mesmo Amor.

Bahá’u´lláh afirmava que dentre as palavras elevadas, a Unidade era a mais sublime: “De uma só Árvore sois todos vós os frutos, e de um mesmo ramo as folhas”. Toda a sua dedicação influenciou corações despertos, muito além das fronteiras do Irã: nosso próprio movimento pacifista se inspirou num de seus princípios: A PAZ UNIVERSAL.

São doze os princípios de Bahá’u’lláh: clamou pela Unidade do Gênero Humano; para que as religiões não fossem causa de separação, mas de união de consciências; pela igualdade entre homens e mulheres; pela aliança entre Ciência e Religião; pela independente pesquisa da Verdade, sem intermediação do clero; indicou a educação como meio de libertação da ignorância e de todo o preconceito; clamou por um Tribunal Mundial e pela solução espiritual dos problemas econômicos; sugeriu um idioma para todos e suplicou pela Paz Universal.

O Báb (“Porta”) deu as sementes do Ideal, no canteiro do sacrifício e Bahá’u’lláh as semeou; após a sua morte, em 1872, aos 75 anos, seu devotado filho, Abdu’l-Bahá fez tornar conhecida mundialmente a Mensagem tão urgente do PROFETA DA UNIDADE.

PRECE DA CURA
Teu nome é minha cura, ó meu Deus, e lembrar-me de ti é meu remédio. Tua proximidade é minha esperança, e o amor que te dedico meu companheiro. Tua misericórdia por mim é minha cura e meu socorro, tanto neste mundo como no mundo vindouro. Tu, em verdade, és o Todo-Generoso, o Onisciente, a Suprema Sabedoria.

Decálogo da Cordialidade

Ilustração: Luiz Goulart

1. Não tente mudar o temperamento de ninguém;

2. Aprenda a esperar, sem alimentar com a ansiedade o problema existente;

3. Não conte demais seus ressentimentos às pessoas afins e jamais o faça aos estranhos;

4. Resista ao máximo, sem implorar auxílio. Recebendo-o ou não, agradeça sempre;

5. Não obrigue ninguém a nada, mesmo que a posição permita a você tudo exigir. Peça por favor e espere;

6. Fale pouco, interrogue o menos possível e não sofra se não responderem;

7. Sorria, mesmo contrariado em seu modo de ver e sentir, sem criticar seu próximo;

8. Ajude desinteressadamente;

9. Não exagere as felicitações e as condolências;

10. Não use os erros passados como argumento nas discussões presentes. Do passado, escolha o bem e viva o presente como dádiva da Vida.


Fonte: Livro de Luiz Goulart – O Caminho da Paz Interior, 1999 / 5ª edição.

Saudoso Instrutor

25 de setembro, aniversário de Luiz Goulart. Para nós, seus discípulos, o saudoso instrutor. Em sua nobreza, não se considerava instrutor, mas um “estafeta”, recadista dos Mestres. Preferimos “Mensageiro”. Quantas vidas se modificaram com sua Mensagem de Paz e Fraternidade.
Sendo sua presença imorredoura entre nós, foi consagrado como Mestre-Poeta, pelo dom de transmitir filosofia com a linguagem da poesia.
A falta que dele sentimos é compensada pela alegria de continuar sua obra. A Corrente da Paz Universal, por ele criada, segue seu roteiro na divulgação dos ensinamentos que conduzirão a humanidade à descoberta do divino mistério oculto no coração do ser humano.
Salve Luiz Goulart!
Paz e Cristo!

O exercício da Paz

Imagem: Luiz Goulart

A Paz que defendemos é produto de nossa íntima convivência com nossa alma e, portanto, paz interior. O primeiro exercício da paz desenvolve-se através da paciência. Sem paciência não podemos ter paz. Qualquer pessoa que já tenha alguma experiência sabe como sofreu por tentar apresar o tempo.

Nunca uma árvore se faz árvore sem o paciente labor da semente. Se essa paciência é transferida para nosso campo moral, dela se forma uma planta interior e merece um cuidado todo especial. Grande parte de nossos sofrimentos vem pela tentativa de antecipar os acontecimentos, o que gera a ansiedade, que é inimiga da paz. A primeira recompensa de quem exercita a paciência é sentir paz interior.

Nessa gradação, chegamos à bem-aventurança. Só então, é que começamos a sentir verdadeiramente o nosso espírito, a nossa comunhão com Deus ou Força Crística que está em nós. É preciso, por isso, cultivar a paciência, que nos dias atuais é talvez o dom mais precioso para cada homem, para cada mulher.

Vemos, assim, que desejar a paz interior de uma hora para outra, sem preparação, é muito difícil. Mais difícil ainda é querer um estado místico de superação de nosso processo humano, instintivo, para atingir a bem-aventurança.

Portanto, o maior exercício para quem deseja manter um estado de paz é o exercício da paciência, iluminada pelo nosso Cristo Interior.

Fonte: Jornal Mensagem de Luiz Goulart – julho de 1983

Fraternidade Universal

Ilustração: Luiz Goulart
Texto: Mensagem de Luiz Goulart
Publicação semanal
Agosto / 1983

Os esforços desprendidos pelos seres superiores, quer através das artes, das ciências, das filosofias e religiões, é sempre desenvolvido no sentido de, pela educação moral e espiritual, conduzir os povos ao nível da Fraternidade. Daí sofrerem tanto os Idealistas! Impõem-se a si mesmos a imensa tarefa de fornecer meios para que os indivíduos tirem as arestas e as imperfeições da alma e do corpo. Pois assim, como só os tijolos iguais se juntam com exatidão, do mesmo modo só a igualdade moral e cultural entre os seres pode formar o Edifício da Fraternidade.

Taxados de loucos ou visionários, os gigantes trabalham, sem esmorecimento. Quantos deram a própria vida? Milhares, por certo. O símbolo do calvário é o ponto áureo da luta em prol da fraternidade. Todos os ensinamentos de Jesus estão calcados no enunciado do Amor Fraterno que precisamos ter para atingir o Reino de Deus – o único Pai da Irmandade composta de tantos filhos quantos são os habitantes da terra.

Baseadas nesses princípios superiores, as grandes luzes há muito vêm lutando para formar o núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, sexo, casta ou crença. Na verdade, só acharemos louvável o nome de “Civilização Cristã” quando a fraternidade for a conduta natural da vida entre os homens.

Celebração

PROPOSTA DE ANIVERSÁRIO

13 de setembro de 2021!
A Corrente da Paz Universal comemora seus 55 anos de fundação. Assista nossa expressão de alegria no “Encontro com a Paz, onde a professora Lúcia Magalhães nos encanta com a palestra “Celebração”.
Neste dia feliz, vamos pensar na Paz Universal, imaginar os povos sincronizados com o Bem, com a Beleza e com a Verdade. Podemos construir um mundo melhor dentro de nós e ampliar esta onda de luz, estendendo nossa irmandade a todos que nos cercam: “MÃO NA MÃO, ALMA N’ALMA, CORAÇÃO NO CORAÇÃO!
Paz e Cristo!

O Prazer de Servir

Ilustração: Luiz Goulart
Texto: Publicação Mensagem de Luiz Goulart Junho/1983

Cada indivíduo que faz sua parte pode ser o indispensável para o bem de todos. Mas a verdade é que fazemos pouco, porque nossa atividade geralmente está condicionada aos limites do lucro pessoal. Daí as suas concepções: o que se faz por prazer e o que se realiza por imposição econômica.

A pergunta comum: “Quanto eu lucro nisso?” Evidencia o interesse pelo ganho material, sem a elevada noção de que todo o trabalho traz lucro moral, mesmo que não recebamos um centavo. É necessário despertar no mundo o “prazer de servir”, de que nos fala Gabriela Mistral – a boa vontade construtiva, que não seja a boa vontade só motivada pelo interesse de ganho. Comumente, pela falta de princípios morais superiores, a má vontade assume o lugar do serviço, quando este não diz respeito ao lucro pessoal. A verdadeira moral, porém, está contida em todos os atos que sirvam ao próximo, mesmo que, aparentemente, à custa de sacrifício. Aparentemente – porque a semente do serviço sempre nos traz colheita luminosa e farta; quando não, a alegria de sentirmos que contribuímos para o bem de outrem.
Se todos servissem sem esperar lucros imediatos, a Terra ofertaria a todos o Bem Universal. Saberíamos que, quando todos dão com Amor, a luz nasce – iluminando vidas.

O Grão de Mostarda

1 – Há em nós um mistério. É o maior dos mistérios. É o mistério das sementes. Em nós estão germinando milhares de entidades que nos ajudam e nos prejudicam. Todas elas semeadas pelo mental, através do emocional. E vivemos cultivando sementes de alegria, de tristeza, de rancor, de tolerância. E essas sementes nos tornam um canteiro, como uma horta ou jardim, que precisa de um jardineiro.
Hoje falaremos, não apenas desta infinidade de sementes plantadas por nós, que todos os dias geram algum fruto que nos agrada ou desagrada. Falaremos de um grão especial, citado por Jesus.
Mas por que ele nos fala do grão de mostarda? Ele diz que não conseguimos expulsar os demônios, nossos demônios, isto é, nossa sombra, nossa ignorância, porque não temos fé do tamanho de um grão de mostarda.
O que isto pode significar para nós, que possuímos tantas sementes plantadas em nosso campo emocional, que nem sempre é um jardim, mas uma plantação de espinheiros?


2 – Que semente é essa? Pequenina – e que é mais poderosa do que todas as outras? Na simbologia esotérica é a glândula pineal. Recorremos a H. P. Blavatsky, em seu Glossário Teosófico: “Glândula pineal – Também chamada de “Terceiro Olho”. É uma pequena massa de substância nervosa, cinza-avermelhada, do tamanho de uma ervilha, aderida à parte posterior do terceiro ventrículo do cérebro. É um órgão misterioso, que, em outros tempos, desempenhou papel importantíssimo na economia humana. Durante a terceira Raça e no início da quarta, existiu o Terceiro Olho, órgão principal da espiritualidade no cérebro humano, local do gênio, o “Sésamo” mágico, que, pronunciado pela mente purificada do místico, abre todas as vias da verdade para aquele que sabe usá-lo.”
Agora entendemos que o “grão de mostarda é a glândula pineal. É o nosso santuário. Recuperando sua função espiritual em nosso plano, é que vamos transpor o portal do limite; é por ela que vamos buscar todo o controle sobre o nosso jardim emocional.
“As aves se aninham em seus galhos”, diz Jesus. Isto é, os galhos são os raios de luz, e as aves são os anjos e deuses nos visitando em divinas inspirações. Esta é uma das maiores revelações para a libertação do ser humano.
Vamos nos preparar, portanto, para o estalar da divina semente, abrir caminhos para a Sabedoria, desabrochar em nosso coração o portal da cordialidade, da pacificação, do entendimento entre povos. Basta cada um de nós liberar um fragmento de luz deste grão interior, e estará finalmente aberta a porta para a tão sonhada felicidade! (Maximo Ribera)

Autorrealização em Cristo

Trecho de palestra de Luiz Goulart
em 03/07/1982

Nós somos uma lanterna que guarda em si a luz que poderá transformar-se em imensa claridade. Comumente seus vidros estão embaciados pelas nossas dúvidas, completamente escurecidos quando odiamos. Essa lanterna está sendo apagada pelo medo da morte, da solidão – medo que revela a falta da luz interior. Então, começamos a nos sentir mal por nosso próprio descaso.

Essa Partícula Vital que está em nós só funciona bem se temos Paz de Consciência. É, pois, necessária a recapitulação de nossa existência para começarmos a limpar os vidros de nossa lanterna.

Tiremos um dia para perguntar a nós mesmos: “Porque estou mal? Porque fiz isto, aquilo?” Quando essa positividade se faz ampliamos nossa Energia Vital e entramos em harmonia, sentindo a Paz de Cristo.

Quando não contivermos mais a chama, iluminaremos! Isso é Amor! A nossa lanterna tão límpida, por onde passar fará dia. Eis o que vai definir o estado de autorrealização de um indivíduo. O Ser autorrealizado é o que possui absoluta autoconfiança; iluminado, pois seguiu o conselho de Cristo e colocou a lanterna no alto iluminando tudo.

Nada mais vai ter importância para quem está com o Cristo e consegue luz em seu interior. Nada suplanta o poder de amar, e só o Cristo em nós nos permite amar. Só posso amar como meu Mestre se tiver uma partícula dele em minha alma. É Cristo que ama por meu intermédio.