Depoimento do Filho Pródigo

Maximo Ribera
A força da Palavra Crística muitas vezes nos tira a coragem de interpretá-la. Foi o que me aconteceu diante da parábola do Filho Pródigo. Imediatamente lembrei de Luiz Goulart, que transformava em poesia os mais intrincados temas e abria nosso entendimento através do coração. Se com ele aprendi, ele me inspirou:

Na casa do meu Pai eu vivia
Curioso com as histórias dos anciãos
Sobre o viver na terra de poeira e sementes,
De flores sólidas, mas perfumadas,
De seres alados, não anjos, mas pássaros;
De estrelas que se consomem nas cinzas,
De criaturas densas, mas angelicais
Que amamentam seus filhos
Em seus corpos.

Desenhou-se em minhas fantasias
Um mundo de encantamento
Oculto no vale das sombras
E eu só poderia conhecê-lo
Se descesse até lá.

Supliquei muitas vezes a meu Pai:
“Senhor, dá-me um corpo de carne
Para eu conhecer tua fazenda
De matéria densa.”

Um infinito de tempo se passou,
Até que meu Pai me chamou e disse,
Num sussurro, a voz embargada:
“Tua vontade te preparou, estás pronto.
Desce, meu filho, tu podes, eu não.
Embora seja grande o meu receio
De perder-te, pois vais ao reino da morte,
Vai! Teu coração quer se expandir
Além do próprio infinito
E isso só é possível se conheceres o finito.
Mas não deixes que se apague
A centelha que nos alimenta
Aqui e lá.
Mantém-te vivo, eu te imploro,
Para onde vais, estarás entregue
À minha Lei imutável que mantém
O equilíbrio de tudo que criei.
Não poderei interceder por ti,
Se a transgredires.”
Assim se cumpriu meu destino.
Desci e me descobri sozinho,
Uma estranha saudade foi minha
Inseparável companheira.
Meus corpos se renovaram muitas vezes.
Muito aprendi através deles,
E, apesar de eles se envolverem
Excessivamente com a matéria densa,
Fiquei maravilhado
Ao descobrir na própria Terra
Uma luminosa extensão
Da casa do meu Pai.
Até que nada mais me interessou.
Os tesouros que conquistei
Não me serviram mais.
Então meu Pai atendeu ao meu chamado
E aqui estou, no círculo dos anciãos,
Contando minha gloriosa história.

Obs.: Quando um ancião me perguntou se me desliguei totalmente da Terra, respondi que não é possível, pois semeei com a centelha, herança do meu Pai, escadarias para os seres humanos ascenderem à nossa morada. Chamam-se: Fraternidade, amor, fé, altruísmo, compaixão, e tantos outros nomes, mas a maior escadaria, que mantém os seres humanos sonhando com a casa do Pai, chama-se Esperança.

Divina Parceria

AMPARO E INSTRUÇÃO
Luiz Goulart, o saudoso instrutor, nos falou da essência de sua Mensagem: o deus interior, a divina parceria que está à nossa espera, para nos amparar e nos instruir quando as ilusões se esvanecerem com todas as perdas que a rotina desta existência nos traz.
OS DEUSES EXTERIORES
Essa dividande interna foi revelada nas escrituras sagradas no decorrer dos milênios, pelas grandes escolas de iniciação, sob o véu das analogias. Logo as imagens e figurações que nasceram desses ensinamentos, numa linguagem reservada aos iniciados, deixaram o âmbito das escolas secretas, recebendo formas e nomes variados, e interpretações adaptadas ao entendimento da mente coletiva; esse fato levou as multidões a exteriorizar seus “poderes”, e com isso nasceram os incontáveis deuses exteriores.
O DIVINO RESGATE
Então vieram os divinos mensageiros, para resgatar o tesouro esquecido dentro de nós. Hoje já se fala normalmente no Dáimon, no Cristo interno, na Voz interior. Herdamos da Aryavarta (a Mãe Índia) e da terra de Chemi (o Pai Egito), práticas milenares para desenvolver nossas funções superiores e abrir a consciência para essa Presença. Os autores modernos mudaram a forma de exposição, mas a essência dos ensinamentos está mantida.
DEUSES INTERIORES
As expressões “deus interno”, Eu superior, Cristo interno e tantas outras nos conduzem a um patamar exclusivo, como indivíduos, diferenciados das personas, segundo o esoterismo. Então perguntamos: São vários “deuses internos”? “Cristos internos?
Aumenta exponencialmente a consciência de seu próprio valor, o ser humano sentir que sim.
Quem nos ensina isso é Jesus, o Cristo: “Vós sois deuses.” Claro que ele não se referia à persona.
Encerramos com a saudação indiana que confirma esta realidade:
Namastê: “O Deus que habita o meu coração reverencia e reconhece o Deus que habita o seu coração”.
Paz e Cristo!
(Maximo Ribera)

Fraternidade Universal

Luiz Goulart

A data do DIA DA FRATERNIDADE UNIVERSAL, caindo no primeiro dia do ano, tem um propósito que nem sempre é avaliado em toda a sua grandeza. É nesse DIA que deveríamos aquilatar o benefício que traz ao progresso humano a compreensão entre as criaturas. Pois somente com base na amizade e tolerância recíprocas podemos abrir caminhos luminosos, em benefício de todos nós, numa sociedade feliz.

No dia em que compreendermos que os desejos de “Feliz Ano-Novo” não são meros artifícios de frases… Mas sim que estes desejos implicam em mudança de pensamentos, palavras e atitudes, substituindo o egoísmo pelo altruísmo — então, sim, teremos as bases de um Ano Feliz, com base nos princípios da Fraternidade Universal.

Maximo Ribera

As leis e instituições que criaram datas comemorativas para a Confraternização Mundial, Fraternidade Universal, registram a necessidade e a urgência de o ser humano se comportar como ser humano, herdeiro de uma divina luz que precisa de Paz para se manifestar.
Vamos recordar alguns pontos que me farão um ser humano melhor:
Quando…
… eu chorar pelos olhos dos que sofrem e procurar uma forma de ajudá-los;
… me sentir sem teto diante das famílias que moram nas ruas e procurar uma forma de ajudá-los;
… sentir piedade pelos que muito possuem e nada distribuem, porque desconhecem a lei do retorno;
… eu me sentir culpado pela violência no mundo, porque nada fiz pela paz e procurar uma forma de me ajudar a ser pacifista;
… eu olhar nos olhos do meu próximo e descobrir minha presença em sua alma: “ele sou eu, eu sou ele”.
Então estarei integrado na verdadeira fraternidade, reconhecendo todos como meus irmãos, “folhas de uma única árvore”, “gotas de um só oceano”.
Assim compreenderei que a Fraternidade Universal será presente numa sociedade onde prevalece a Divina Luz e se pratica a convivência sonhada pelos deuses: “Mão na mão, alma n’alma, coração no coração.”

Sentimento de Culpa

UMA LUZ SOBRE O SENTIMENTO DE CULPA

Professora Lúcia Magalhães

Culpa é a palavra que usamos para definir o que sentimos, quando cometemos erros. São erros identificados, assumidos ou não, mas podemos dizer que são nossos… E como se não bastasse, no inconsciente coletivo ainda pesa o que se chama de “pecado original” referente a erros cometidos “antes de nascermos”.

O sentimento de culpa não se restringe ao alegórico evento do Éden onde o ser humano passa a distinguir o bem e o mal – e a assumir conscientemente a consequência de seus atos. Nele, Adão sintetiza a humanidade – que, antes de distinguir essa dualidade, transgrediu leis naturais e humanas.

Segundo H.P. Blavatsky, todos os nossos Eus são entidades pensantes e racionais, que viveram no ciclo de vida precedente (Manvantara) e cujo compromisso era o de encarnar no homem no presente ciclo. Os Mistérios ensinavam que, deixando de cumprir esta lei – isto é, não tendo se encarnado no devido tempo, os corpos que lhes estavam predestinados se corromperam… Daí a ideia de pecado original: esse “castigo” é a obrigação de reencarnar até o final do ciclo evolutivo, quando a humanidade se reintegrará à sua origem divina.

Sim, mas porque assumimos hoje as culpas de nossos antepassados? O Esoterismo responde que nossos antepassados somos nós mesmos, cumprindo uma depuração através de ações que compensem e anulem a carga negativa criada por nossa ignorância. De fato: a Sabedoria não aponta culpados e inocentes – mas fala dos que vão se iluminando pelo conhecimento da Lei a que chamamos Carma, a Lei de Retribuição.

Bom é recordar que a consciência humana vai se expandindo e percebendo patamares mais altos que conduzem o homem ao bom carma; e que as experiências se multiplicam em todos os níveis, substituindo o sentimento de culpa pela responsabilidade consciente e participativa.

O Sonho da Unidade

Não há dúvida de que há diferenças na humanidade. Existem diferentes preferências humanas; há muitos pensamentos, pátrias, raças e línguas. É óbvia a necessidade de um centro coletivo pelo qual essas diferenças possam ser compensadas e os povos do mundo sejam unificados. Considerai como nada a não ser o poder espiritual pode realizar essa unificação, pois as condições materiais e os aspectos mentais são tão amplamente diferentes que é impossível atingir harmonia e união por meios externos. É possível, no entanto, que todos se unam através de um espírito, do mesmo modo que todos recebem luz do mesmo sol. Portanto, assistidos pelo centro coletivo divino que é a lei de Deus e a realidade de Seus Manifestantes, podemos superar essas condições até eliminá-las inteiramente e assim as raças possam progredir.

( ‘Abdu’l-Bahá, A Promulgação da Paz Universal )

Ainda Há Tempo

Nestes dias em que nossos corações se apertam no peito, numa ansiedade coletiva nunca vista, no medo do extermínio pela pandemia, na incerteza do dia de amanhã – tendo de ficar em casa, mais próximos do que nunca de nossos amigos e parentes queridos, mas sem poder tocar seus corpos, vamos usar esta oportunidade para tocar suas almas.

Vamos envolver os grupos familiares, cidades, países, nosso planeta, em um gigantesco casulo de afeto. Usar o poder mental a serviço do sentimento, para construir a certeza de que neste momento, a maior força para vencer a pandemia, seja ela qual for, é a unidade dos seres humanos. 

Todos nós, confiantes na orientação das inteligências dos órgãos de saúde, abriremos canais para que eles recebam as melhores inspirações dos Samaritanos do Espaço.

Se o vírus não respeita fronteiras, nem bandeiras, nem classes sociais, este é o momento de mostrar a força da união, que  manterá viva a fé na vitória. Uma vitória de todos os povos. 

Não pode ser mão na mão? Então que seja alma n’alma, coração no coração!

(Maximo Ribera)

A Coragem de Ser Pacifista

No sentimento de tudo o que nos fica, preferimos o silêncio – não como desalento mudo. É hábito natural dos pacifistas e amantes da Não Violência se recolherem para a prática diária e atenta, no seu mundo interior: cultivam um jardim interno, cuidando da floração de sementes lúcidas, inspiradoras de um Mundo Novo. Eles se parecem com sentinelas de uma Alvorada que há de vir…

Esse mundo é a expressão do que o Instrutor Luiz Goulart chamou de “Comunidade sem limites”: seres sensíveis do céu e da terra se unem na mesma sintonia vibratória, fortalecendo os abraços luminosos de todo belo pensamento, ou palavra verdadeira ou atitude bondosa. A morte, e o seu susto, será somente um episódio – eles sabem que viverão ainda quando essas sementes florirem em outras almas, inspirando-lhes auxílio e meios de boas realizações, em favor da Humanidade.

Pacifistas e adeptos da Não Violência fortalecem e ampliam estes laços de luz com muita consciência, em contraste com o necessário e doloroso tempo de kali-yuga – Tempo das Feras! – que nublam de tristeza e violência a paisagem do mundo. Sempre podemos colaborar com a Paz, porque cremos na força criadora da Vida, com sua Poesia que tudo renova, a seu tempo…

Muitos estão silenciosos por medo: nós escolhemos o silêncio vigilante, de modo que o despertar das consciências realize, em plenitude, o que as discussões infrutíferas não puderam. Com simplicidade e definido bem querer, não participamos dos Jogos Competitivos dos Opostos – e apenas praticamos o que os nossos Mestres nos ensinaram: “Violência gera violência, e só o amor constrói para a eternidade!”

Lúcia Magalhães

Estações Mentais

Sintonize com o Coração

Maximo Ribera

Vocês se lembram daqueles aparelhos antigos de rádio, onde trocávamos as estações rodando um grande botão ao qual chamávamos de dial? Mudávamos de estação para ouvir música, noticiários e novelas.
Às vezes o rádio apresentava um tipo de problema que nos impedia de sair de uma estação. Isso acontece hoje também com os aparelhos modernos. Ficam presos a uma estação virtual ou real. Deixam-nos desesperados, pois não nos obedecem.
Isso acontece conosco também, com nosso aparelho interno, em nossa vida mental. Quando tentamos nos desvencilhar de um pensamento que nos persegue, sentimos que algo nos prende a uma estação mental indesejada, e desconhecemos o lugar do dial, para procurar outra faixa melhor.
Por mais que os fatos mudem em torno de nós, fica uma forma-pensamento presa. Nasce a ideia fixa. Um problema para resolver, que se torna tão forte, e nos faz perder a dimensão das coisas que estamos vivendo mentalmente. Parece que não há solução.
Mas há solução, quando descobrimos que é fundamental mudar o pensamento da faixa mental em que estamos, e ir para outra faixa mais amiga. Imaginemos que nosso “rádio” tem um “botão” especial que nos fará localizar a alegria em nova estação.
Comecemos um trabalho para abrandar a força mental grosseira, primária, que nos dirige porque deixamos o instinto usá-la por nós. O sinal vermelho é quando nos vêm frases como: “Estou com a mente cansada, minha cabeça está pesada, parece que estou num beco sem saída, não há como resolver.” No entanto, há como resolver, repetimos.
Um exercício de amorosidade, mesmo nas piores condições mentais em que estivermos: procuremos contemplar mentalmente uma rosa, navegar em regiões leves; em belos jardins, mesmo imaginários, num lago com um cisne singrando as águas tranquilas.
Vamos tentar, porque estaremos assim mudando nossa estação mental densa para outra mais sutil, onde mora a Beleza.
Experimente a afetividade consigo mesmo; assim você abrirá o portal do amor à sua grandeza interna, à fonte de sua luz interior. Nesse momento, os seus problemas, mesmo não resolvidos ainda, ficarão quietinhos e você poderá captar na estação certa, as melhores soluções para resolvê-los.
Assim, mesmo entristecido, se eu me lembrar que dentro de mim há um anjo de afeto sempre disposto a me ajudar a resolver – talvez não tão rapidamente – o problema externo, sobretudo uma defesa contra os ataques que eu mesmo estou proferindo sobre mim, por causa do problema externo, darei início a uma busca mais salutar: Escolher a melhor estação mental para me abrigar, enquanto avalio as melhores soluções para o que parecia impossível de resolver.
Então, terei a surpresa de descobrir um novo “dial” para trocar as estações do pensamento: Chama-se coração. Ele nos ajudará a construir uma nova estação, de auto-afetividade, que permanecerá ligada em meu “rádio” interno e não permitirá mais a tirania dos pensamentos abandonados ao comando do instinto.
Resumo: Permita que o coração assuma o comando. Ele é o cireneu de nossa vida!
Paz e Cristo!

O Natal Crístico

(Maximo Ribera)
Está de volta o tempo feliz. Nasce novamente um deus-menino. Dois exércitos se confrontando cessam fogo e os “inimigos” se abraçam como irmãos, à meia-noite, num culto à vida, quando se anuncia o grande evento. Minutos depois, pegam nas armas e recomeçam o culto à morte.
Que mistério envolve esse contraste no comportamento humano? Durante a comemoração do Natal nos tornamos amáveis, o astral das cidades parece melhor, muita canção, troca de mimos entre jovens, velhos e crianças. O magnetismo deste tempo, ignorando os excessos do comércio, é realmente mágico. Parecemos melhores, mais evoluídos.
No entanto, o estado guerreiro coletivo apenas faz uma pausa nas batalhas de grupos, que logo retomam suas posições habituais de antifraternidade nas competições pela sobrevivência, nivelando os ambientes de convívio com os campos de batalha. Passa o Natal, o cessar-fogo acaba. É o loop social.
Felizmente há um bom número de seres humanos que entendem ser a comemoração do nascimento do deus-menino uma lembrança do despertar do Cristo em nosso íntimo. Esses não fazem guerra, e velam junto à manjedoura de seus corações – com atos de bondade, amor ao próximo e respeito às coisas santas – a luz crística que um dia acenderá em suas vidas, consolidando o verdadeiro e definitivo Natal.
Que esse número de reconhecidos filhos de Deus se multiplique, para a harmonia retornar ao planeta Terra e todos os deuses e anjos que nos visitaram no passado da humanidade retornem e convivam novamente conosco.
Um feliz Natal Crístico a todos!

Divina Propriedade

Maximo Ribera

As posses humanas: Fomos criados num mundo que nos indica a necessidade de possuir muitas coisas. “Posse é segurança”. Esta expressão, que se tornou a “regra” básica para o desenvolvimento social – sendo interpretada como conquista de tudo o que nos estiver ao alcance, sem previsão das consequências, gerou intermináveis conflitos entre nós. Isto porque o comportamento de cada um, apesar de tantas diferenças, se nivela no interesse de possuir cada vez mais. Assim, a vida na Terra se resume em eterna competição, não mais para sobreviver apenas, mas para crescer o “status” econômico-financeiro, pessoal e de grupos.
As perdas humanas: No percurso de uma vida, as pessoas vão aos poucos descobrindo que as posses estão intimamente ligadas às perdas. E muito sofrem com isso. “Foi tão difícil ganhar; muito trabalho e tempo de uma vida para se conseguir tudo isso. Nunca imaginei perder assim.” – É tudo: propriedades grandes ou pequenas, e até pessoas que consideramos nossas: parentes, filhos, amigos – e por fim, nossa própria vida.
Mudança de foco: Felizmente há belos exemplos a seguir na humanidade. Pessoas que sentem a necessidade de ter posses para tocar a vida, e reconhecem que tudo que possuem, pouco ou muito, é um empréstimo divino, para servir também ao seu próximo.
A gratidão: Sobre essas pessoas, nos ensina poeticamente Luiz Goulart: “Trazem no íntimo a propensão natural do desprendimento. Em todos os instantes – quando as macieiras estão em flor, quando descobrem o crepe leve do sol sobre as acácias ou quando alguém lhes anuncia o nascimento de um filho – encontram razões para afirmar: “Senhor, tudo isto é Vosso”. E se a dor chega, levando suas ilusões ou seres que amam, ainda assim dizem: “Guardai-os, Senhor! São mesmo Vossos…”