Acreditamos na Paz

cinquentenarioEm 1958, há 58 anos, Luiz Goulart lançou “O Caminho da Paz Interior”, um pequeno livro que serviria de base para a implantação do trabalho que deu origem, a 13 de setembro de 1966, à Corrente da Paz Universal, que completa agora 50 anos de fundação.
Foi preciso muita luta entre luz e sombra para se implantar esta obra de esclarecimento e de libertação do ser humano, que não precisa continuar escravo dos seus conflitos, pois sua alma pertence à harmonia divina.
No tempo presente, o resultado positivo do esforço voluntário a favor da Corrente da Paz Universal é um testemunho vivo da realização de pessoas idealistas que acreditaram em Luiz Goulart e acreditam na Paz, que ele defendeu como a própria vida.

Por Que Foi Criada a Corrente da Paz Universal

Luiz Goulart afirmava só acreditar na paz mundial advinda de dentro para fora do ser humano auto pacificado. Numa belíssima imagem, alertou sermos, cada um de nós… “uma lanterna que guarda em si a luz que poderá transformar-se numa imensa claridade.”
Mas acrescenta: “Comumente seus vidros estão embaçados por nossas dúvidas, completamente escurecidos quando odiamos, apagada pelo medo da morte e da solidão…”
Eis por que Luiz Goulart criou a Corrente da Paz: para oferecer recursos estéticos, culturais e espirituais à criatura, em seu hercúleo esforço por se reeducar; aos poucos, ela poderá limpar os vidros de sua “lanterna”, libertando-se das sombras da ignorância – e, assim, reavivar a divina centelha no alto de sua Consciência.
Pacificada, a criatura humana se faz canal por onde a Luz Crística flui como fraternidade – no dizer do Instrutor, como “imensa claridade”. Nasce então um pacifista.
Nasce a semente para a paz mundial.

50 ANOS!

“SIM. A CORRENTE DA PAZ SE APRIMORA A CADA DIA, PARA CONTINUAR SENDO INSTRUMENTO DE TÃO IMPORTANTE MENSAGEM! ” A pessoa que indagava ouviu esta resposta; ficou muito comovida ao saber que nossa Instituição, Veículo da Obra – esse arcabouço físico que sustenta na Terra a Ideia de Paz, como Luiz Goulart a concebeu… Sim, a Corrente da Paz continuava a existir, apesar da ausência física de seu fundador, desde 2002.

Temos orgulho de sermos parte desta bela Resistência, há 13 anos: bem sabemos como resistimos, e bravamente, a inúmeros e inesperados desafios, vindos de todos os lados – e que nos fizeram evoluir e aprender a solucionar questões materiais e até mesmo morais , mantendo o soerguimento das Colunas da Casa – e tornando-a digna de receber a comunidade dos que buscam a vibração da Paz e do Cristo.

Esse fato nos reportou à “Grande Viagem” – página que Luiz Goulart escreveu no início da década de noventa, acerca dos que se afastam carmicamente do Veículo da Obra, julgando-o por seu limite, ou pela falibilidade de seus membros… Os que abandonam o Barco (“Navio que apita distante…”) perdem o segredo de seu movimento evolutivo, e nem imaginam a força que continua nos impulsionando mais além, trazendo aos que perseveram ( ou os que a Boa Lei concedeu a graça de perseverar) renovadas alegrias, pelas possibilidades de aprendizagem e amadurecimento, à Luz dos Mestres – sem jamais se afastarem daquela Medida de Ouro que inspirou o Instrutor na transmissão da Mensagem de Paz ao coração da humanidade.

Em dado trecho, afirma o Mestre-Poeta: “Lembra este fato o comandante de um navio que programou cortar os mares e, por vezes, ancorando em alguns portos, seguiu o roteiro infinito, por outros distantes Oceanos… Alguns viajantes resolveram desembarcar em algum porto, perdendo o prosseguir da viagem.”

Lembramos deles… Até com nostalgia, às vezes. Mas, aos perseverantes, o Comandante ordena de continuar – indo pelas plagas desse Oceano que nos impele, com seu movimento tão próprio… Só uma exibição imprópria de poder, tendo a vaidade, o orgulho e a ambição contrariados, é que tornaria insensível o coração… A ponto de perder e de não ouvir mais a regência do Primo Motore do Ideal! Pressenti-lo é pressentir esse movimento durante o dia e à noite, na expansão e na contrição, no tempo de recolhimento ou de união… Ah, tarefa difícil , sem a acalentadora voz do Mestre-Poeta, que valia mais que qualquer bússola!

Mas ele nos deu a a régua e o compasso – e nos instruiu a buscar em nós mesmos, pelo fio intuitivo de luz, o segredo da continuidade, convidando-nos a praticar em nós mesmos e com os irmãos a Medida de Ouro do Ideal. Ela é nossa bússola. Avante, companheiros! Como companheira e cofundadora, saúdo a todos e uno minha voz à de todos que compõem esta divina “Comunidade sem Limites”: FELIZ ANIVERSÁRIO, CORRENTE DA PAZ UNIVERSAL! (Lucia Magalhães)

A Paz Pela Paz

PazAgora, companheiros, vamos sendo provados como pacifistas, do modo que Luiz Goulart dizia ser um desafio: passar no meio do tumulto do mundo, sem ilusões, aprendendo e renovando o propósito de se manter firme na serenidade, para poder retransmitir PAZ.

Quem se deixa contagiar pela mente coletiva está tumultuado, sente raiva e fica muito doente. Há o turbilhão dos viciados na agitação (só assim se sentem vivos) – e uma guarda avançada, minoria dos que constantemente se renovam na fé e fielmente se dedicam a ser dínamos retransmissores da Paz. Não podemos ter dois proveitos no mesmo saco: ora mentalizando a paz, ora sentindo muita raiva, esfacelando nosso vital a tomar satisfações, tontos no turbilhão, partidos na divisão e perdendo o prumo.

Temos que decidir de que lado estamos: dos doentes ou dos sãos? A Humanidade está doente, afirmava o Instrutor. Não só ele, mas os Mestres sempre nos suplicaram que lembrássemos à humanidade (à nossa própria humanidade) que os doentes da Alma devem aprender a curar-se a si mesmos. E o começo da cura se faz com boa definição e vontade de se olhar, sem medo – e procurar a própria cura.

Ninguém pode se curar na paz, se tem a gana do discutidor. Isso vem da agitação do corpo vital deseducado, que lhe incendeia a psique; ora, essa agitação não para, quando se quer. Quem inconsequentemente aciona a agitação, no vício das polêmicas, sabe, pelo próprio vício, que deverá amargar enjoos, mesmo com arrependimentos… Até que, humilhado, de novo passe um tempo quieto, parecido com hibernação. Nesse jogo dual e combativo, gasta-se a existência – e lá se vão os melhores dons, a graça da serenidade e todas as possibilidades regeneradoras que a natureza sempre oferece a seus filhos.

Não importa que pareçamos indiferentes ou anacrônicos, companheiros. Pensemos mais alto com Tiago, que nos diz: “O fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.”

2015 – 2016: Aos Irmãos de Ideal

AfetoO Poder do Afeto

Nesta passagem de ano, estendendo nossa alma sobre o mundo, temos a impressão de que a Corrente da Paz trabalhou bem pouco… Os problemas globais se ampliam sem controle e não conseguimos, numa avaliação das aparências, contribuir para um mundo melhor. A alma poderia ficar aflita, se não fosse socorrida pela visão em profundidade. Sim, pois aqui nesta Casa, e em tantos outros pontos luminosos da Terra, praticamos a semeadura do Ideal.
As sementes luminosas de paz, concórdia, fraternidade, amor, sabedoria, bem, beleza, verdade, os ensinamentos do Cristo, e dos grandes Avatares são o trigo, sementes lançadas sobre o joio, o espinheiro da incompreensão que nos ilude com as falsas luzes da discórdia, egoísmo, ódio, ignorância, maldade, feiura e mentira.
O Ideal é invisível, mas tem um selo que revela os idealistas. Este selo é sinal do supremo amor pelo ser humano, e nos imprime entusiasmo, vigor, alegria no trabalho, vontade de viver e de nos tornarmos melhores, para melhor servir à sua Causa. Este selo tem o nome de afeto – e seu poder vem do coração da Alma Universal, Mãe Divina, a Misericórdia trabalhando em nossos corações!
Então, agora, podemos dizer: a Corrente da Paz tem sempre um trabalho sem fim, mentalizando o globo azul e pensando na Paz para toda a humanidade, colocando milhares de pessoas na direção dos céus através da corrente espiritual e dos registros em nosso Livro de Preces.
E mais: quando a Corrente da Paz traz a cada companheiro a semeadura dos Grandes Mestres, sinalizando a caminhada do autoconhecimento… Quando lhe recorda a prática, pelas medidas do Caminho da Paz Interior, aí sim, ficamos convictos de que o mundo de hoje está um pouco melhor do que o de ontem, por força de cada um que despertou para Paz e para o Cristo Interno, e ansiou contagiar outros corações com o mesmo afeto que o redimiu.
Podemos comprovar isso em nós mesmos. Pelo poder do afeto, a gratidão desperta – e reconhecemos o selo do Idealista, deixado em nós por nosso Irmão, Amigo, Pai Espiritual, o mais amoroso Instrutor já conhecemos, Luiz Goulart. Se a Fé remove montanhas, no dizer do Nazareno, com nosso Mestre-Poeta descobrimos que o poder do afeto é o sustentáculo da Fé. (Professora Lucia Magalhães – Guardiã de Conteúdo)