Queridos Irmãos:
Há em nós uma aptidão que nem sempre usamos em todo o potencial. Ela é indispensável ao nosso aperfeiçoamento, à nossa felicidade: trata-se do mecanismo da comunicação.
Em princípio, podemos exercer a comunicação em dois sentidos básicos: na direção do nosso interior, quando buscamos um relacionamento mais estreito com pensamentos, sentimentos, emoções; e na direção do mundo que nos cerca, quando “fazemos saber” aos nossos semelhantes as nossas alegrias, tristezas, indagações e mesmo indignações.
É certo que toda a comunicação, seja através de pensamentos, palavras ou atitudes, traz consequências. De igual modo a ausência de comunicação há de provocar também efeitos positivos ou negativos em nossa existência.
Muito útil é verificarmos que toda a comunicação pressupõe a existência do diálogo. E, como desdobramento, temos que: sem diálogo não há progresso, não há entendimento, não há felicidade.
Cabe-nos, portanto, assumir a responsabilidade pela iniciativa do diálogo que busque a paz. “Àquele a quem muito foi dado” (em termos de compreensão dos limites humanos), “muito será pedido”, isto é, deve exercitar esse diálogo de paz antes e depois, mas nunca durante as tempestades temperamentais.
É sempre no silêncio de nós mesmos que se desenvolvem as mais excelsas e úteis observações, capazes de conseguir o que montanhas de palavras, livros ou gestos não conseguem: ampliar a luz da consciência, aproximando-a cada vez mais dos Mestres de Sabedoria.
Paz e Cristo!