Queridos Irmãos:
Os Mestres, quando nos acolhem, visam aproveitar nossas possibilidades de intensificar a iluminação do ego perecível com a luz nascida de nosso Eu eterno.
Com a clarividência que lhes é peculiar, percebem a luz que nasce em nosso interior. Contudo, sabem que ainda somos aparentemente livres: somos praticamente escravos, em nossa personalidade.
Este nosso ser humano vive sob as mais diversas injunções destes planos de densidade. Somos influenciados a todo o momento pelos nossos próprios impulsos instintivos, pelas nossas heranças ancestrais e também pelo egoísmo e violência do mundo que nos cerca.
É necessário um intenso e diuturno esforço de nossa parte buscando nos conhecer melhor, de modo que possamos ter de nós mesmos, com a mesma clareza e profundidade dos Mestres, a visão precisa de nossos limites e potencialidades.
Entretanto, não há nada mais eficaz – como chave de luz, capaz de abrir as portas de todos os mistérios – do que servir à humanidade. Este é o grande segredo do iniciado: servir. Na verdade, as portas de luz só se abrem mediante o trabalho que realizamos em benefício desta grande Família que viaja conosco, em busca da libertação.
A verdadeira compreensão se faz em nosso interior quando aplicamos a palavra que oriente o nosso irmão aflito. O autodomínio se estabelece em nosso ser quando, diante do perigo, protegemos os mais fracos.
O amor é o farol guia de nosso destino quando perdoamos as ofensas e compreendemos os limites de nossos irmãos de jornada.
De nada adiantam as aparências, as palavras fáceis. Mais cedo ou mais tarde a verdade, quanto ao nosso posicionamento evolutivo, surgirá, clara e límpida nos momentos de provação.
Paz e Cristo!