Queridos Irmãos:
Ele, nosso Senhor, está sempre à nossa espera. Infinita é sua paciência. Sabe que um dia – não importa quando – haveremos de direcionar a consciência, de modo consistente, para seu semblante que é como a luz do sol que nasce no oriente.
Quanto mais tempo permanecemos entretidos com o universo dos sentidos, mais se consolida o envolvimento com os interesses da personalidade, acumulando quinquilharias de valor duvidoso.
Quanto mais os pensamentos se envolvem com a emotividade, maior é a ignorância do que é sublime, resultando em comportamentos recheados de orgulho, presunção e vaidade.
Conheci um peregrino que, um dia, em distante passado, ouvira a canção do Mestre Interior, mas dela se distanciou. A partir de então o destino lhe mostrou belas paisagens e sorrisos angelicais na tentativa de lhe recordar a excelsitude do encontro antigo. Não adiantou. Então vieram os tumultos, a rudeza de áridos desertos e o sofrimento.
Lágrimas lavaram seus olhos e ele pode ver com clareza que o envolvimento com a matéria e a noção de propriedade nada mais são do que estágios de um aprendizado que não tem fim.
Todos nós somos peregrinos nestas largas estradas do ocidente. Que de nossa memória não se afaste nunca a lembrança de que Ele nos vigia e espera o momento do reencontro.
Paz e Cristo!
Paz e Cristo!