Queridos Irmãos:
Muitas pessoas ainda alimentam - ingenuamente - a ideia de que um caminho espiritual se exerce apenas no instante em que estão dentro de um templo, dissociando-o completamente do restante de suas existências. Imaginam que o compromisso com Deus está circunscrito ao momento do culto. Agem, pensam e sentem de um modo quando estão nas reuniões e de outro completamente diferente quando estão no trabalho, na escola ou no seio da família. Isto se dá por influência da cultura egoísta, da educação individualista vigente e das heranças emocionais herdadas desde longínquo passado.
Em verdade, não há critérios comportamentais que sejam válidos para os atos espirituais e outros diferentes para a vida diária. É claro que certas posturas físicas são aplicáveis somente no interior de um templo e outras adequadas a determinados momentos e ambientes do cotidiano. Mas, de um modo geral, é recomendável que os princípios ensinados pelos Mestres tenham participação mais ativa em tudo o que fizermos.
Oportunidades não faltam e nunca faltarão de espargirmos a fragrância sutil de nossa alma. Cada pessoa que encontramos, seja familiar ou não, é um desafio e um nobre motivo para exercitarmos tudo o que aprendemos nos momentos de oração e de meditação.
Que este novo modo de ser liberte o pensamento das influências de uma cultura de representação, que só valoriza o exterior e domina de modo subliminar nosso comportamento. Do passado aproveitemos as pérolas luminosas de sabedoria para ornar nossa fronte erguida ao infinito. Se necessário, que as repitamos a todo o momento: “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz, onde houver ódio que eu leve amor, onde houver ofensa que eu leve o perdão, onde houver discórdia, que eu leve a união...”
Paz e Cristo!