Queridos Irmãos:
Por que temos que vivenciar estas variações antagônicas dos estados de consciência?
É o que me pergunto. Por que passamos bons períodos imersos nesse oceano de bem-aventurança, que é a atmosfera do Eu Superior, para em seguida mergulharmos no pântano movediço e pegajoso das emoções, quando então não nos reconhecemos em nossos pensamentos sombrios, palavras agressivas ou atitudes descontroladas?
Somos, nesse momento, facilmente vitimados pelas intrigas e provocações, vindas, às vezes, daqueles que estão bem próximos. Nada parece dar certo e todo o universo tem o significado de um grande desacerto. Parecemos o epicentro de um imenso cataclismo.
Queridos, duas razões, com certeza, contribuem para o surgimento dessa desagradável situação: a primeira é a ausência da disciplina nos métodos de autoaperfeiçoamento, nos exercícios de introspecção e autoconhecimento.
Os estados superiores de consciência se expandem, mas só garantem seu espaço em nosso mundo interior, na medida em que os exercitamos rotineiramente, diariamente, disciplinadamente. O outro motivo está configurado na incapacidade de dizermos não aos convites emocionais vindos do mundo ou de nossas próprias memórias ancestrais.
Fiquemos alertas: obter definitivamente a proteção da Luz Interior significa vigiar e ter a coragem de impedir a invasão do espaço sagrado da consciência pelas trevas das densas emotividades. Assim, garantimos a vivência intensa e constante do modo de ser do Uno, que é felicidade e harmonia plena, em nosso coração.
Paz e Cristo!