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O Natal Crístico

(Maximo Ribera)
Está de volta o tempo feliz. Nasce novamente um deus-menino. Dois exércitos se confrontando cessam fogo e os “inimigos” se abraçam como irmãos, à meia-noite, num culto à vida, quando se anuncia o grande evento. Minutos depois, pegam nas armas e recomeçam o culto à morte.
Que mistério envolve esse contraste no comportamento humano? Durante a comemoração do Natal nos tornamos amáveis, o astral das cidades parece melhor, muita canção, troca de mimos entre jovens, velhos e crianças. O magnetismo deste tempo, ignorando os excessos do comércio, é realmente mágico. Parecemos melhores, mais evoluídos.
No entanto, o estado guerreiro coletivo apenas faz uma pausa nas batalhas de grupos, que logo retomam suas posições habituais de antifraternidade nas competições pela sobrevivência, nivelando os ambientes de convívio com os campos de batalha. Passa o Natal, o cessar-fogo retorna. É o loop social.
Felizmente há um bom número de seres humanos que entendem ser a comemoração do nascimento do deus-menino uma lembrança do despertar do Cristo em nosso íntimo. Esses não fazem guerra, e velam junto à manjedoura de seus corações – com atos de bondade, amor ao próximo e respeito às coisas santas – a luz crística que um dia acenderá em suas vidas, consolidando o verdadeiro e definitivo Natal.
Que esse número de reconhecidos filhos de Deus se multiplique, para a harmonia retornar ao planeta Terra e todos os deuses e anjos que nos visitaram no passado da humanidade retornem e convivam novamente conosco.
Um feliz Natal Crístico a todos!

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Divina Propriedade

Maximo Ribera

As posses humanas: Fomos criados num mundo que nos indica a necessidade de possuir muitas coisas. “Posse é segurança”. Esta expressão, que se tornou a “regra” básica para o desenvolvimento social – sendo interpretada como conquista de tudo o que nos estiver ao alcance, sem previsão das consequências, gerou intermináveis conflitos entre nós. Isto porque o comportamento de cada um, apesar de tantas diferenças, se nivela no interesse de possuir cada vez mais. Assim, a vida na Terra se resume em eterna competição, não mais para sobreviver apenas, mas para crescer o “status” econômico-financeiro, pessoal e de grupos.
As perdas humanas: No percurso de uma vida, as pessoas vão aos poucos descobrindo que as posses estão intimamente ligadas às perdas. E muito sofrem com isso. “Foi tão difícil ganhar; muito trabalho e tempo de uma vida para se conseguir tudo isso. Nunca imaginei perder assim.” – É tudo: propriedades grandes ou pequenas, e até pessoas que consideramos nossas: parentes, filhos, amigos – e por fim, nossa própria vida.
Mudança de foco: Felizmente há belos exemplos a seguir na humanidade. Pessoas que sentem a necessidade de ter posses para tocar a vida, e reconhecem que tudo que possuem, pouco ou muito, é um empréstimo divino, para servir também ao seu próximo.
A gratidão: Sobre essas pessoas, nos ensina poeticamente Luiz Goulart: “Trazem no íntimo a propensão natural do desprendimento. Em todos os instantes – quando as macieiras estão em flor, quando descobrem o crepe leve do sol sobre as acácias ou quando alguém lhes anuncia o nascimento de um filho – encontram razões para afirmar: “Senhor, tudo isto é Vosso”. E se a dor chega, levando suas ilusões ou seres que amam, ainda assim dizem: “Guardai-os, Senhor! São mesmo Vossos…”

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No Princípio era a palavra

(Maximo Ribera)

A magia original está presente em nós, no poder das palavras:
“No princípio era o verbo, o verbo era Deus, o verbo estava com Deus.”

Aprendemos com a simbologia esotérica que o Verbo é o movimento, é o sopro, o som, a palavra, a sublime canção, que expande toda a Criação através de Vayu Tattva, o sopro primordial.

Esse movimento se repete em nós e em todos os seres vivos. Produzimos o som, a palavra, na voz humana, repetindo o mesmo movimento do Criador, quando falamos.
É o eterno Movimento Dele, de Vayu, do vento, do ar interno que impulsiona o som em nós, transformando-o em palavra. Sem essa Presença, seríamos mudos.
Repetimos a todo instante o mistério do Princípio, que “era, é e será eternamente o Verbo”.

Pausa Necessária

(Luiz Goulart)
Parar de vez em quando no caminho
É bom pra quem precisa meditar.
Esse doce momento mais tranquilo
Nos faz a experiência recordar.

A Natureza é mãe e grande sábia:
Nos faz dormir ao terminar o dia.
Se não fosse o repouso que ela impõe,
Toda ave seu gorjeio perderia…

A estrada fica longa e cansativa
Se não usamos a contemplação:
Bem inertes, à beira do caminho,
Deixando a mente solta na amplidão.

Tudo é questão de sempre ritmar
O fôlego de nossas energias.
Nunca logra total sabedoria
Quem não une o saber às fantasias,
Como faz a criança no recreio
Na pausa da lição dos professores.
Assim também pra nós, experientes,
A pausa de sorrir traz seus louvores.

Sem termos o intervalo dessa luta
Que expõe o ser à busca do alimento,
O riso morreria em nossa boca
E o pranto verteria o sofrimento.

A pausa é útil e sempre necessária;
Mormente a pausa da reflexão.
Deixar que silencie a nossa boca
Traz o descanso e a paz ao coração.

Imaginemos

Imaginemos um intervalo. É Natal! O mundo cristão está em paz! Vamos dar as mãos aos outros mundos, aos outros deuses! Vamos reconhecer finalmente como irmãos todo ser humano. Cessem as intrigas, sementes das batalhas mais sangrentas, sonhemos com a Fraternidade Universal.

Abracemos os antipáticos, os ofensores, os que nos incomodam com a simples presença. Esse desamor, preferir a convivência que nos dá algum lucro e descartar quem nada nos pode oferecer são as sementes da guerra planetária.

Imaginemos mais: Nossos pensamentos transformando o mundo num jardim florido, em pomares de divinos frutos, revitalizando o planeta com o nosso amor. “Perdão, Mãe Terra!” Sussurremos ao coração da Natureza.

Quem sabe vamos amar este intervalo, pois vimos que o mundo ficou melhor, e prolonguemos este Natal para o resto de nossas felizes vidas?

Máximo Ribera

Ao Mestre, com Amor

Neste aniversário de nascimento de nosso saudoso amigo e instrutor Luiz Goulart (1920–2002), gostaríamos de avaliar em nós os efeitos de seus ensinamentos. Será que valeu a pena o sacrifício de uma vida inteira apontando o caminho para a Paz? Quantas vezes por dia somos pacifistas? Já conseguimos perdoar, abraçar nossos desafetos, “oferecer a outra face”?
Temos a impressão de que todo mensageiro da Luz gostaria de saber se seu trabalho valeu a pena. Como eu era quando conheci esta Mensagem? Melhorei meu comportamento, tornei-me mais generoso, mais condescendente? Já reconheço a Humanidade como uma só família?
Então vamos nos dar as mãos mentalmente e cantar uma suave canção de agradecimento. Luiz Goulart, que sempre nos deixou tantas mensagens, receberá esta mensagem agora, traduzida no perfume de nossa gratidão.

Máximo Ribera

Um Novo Prometeu

Dia 30 de julho de 2018
Aniversário de nascimento de
Helena Petrovna Blavatsky
Patrona de nossa Coluna da Verdade

Hoje nossas almas estão em festa, com a lembrança da passagem em nosso planeta de uma luz dourada que veio, como a estrela de Belém, abrir caminhos para nos libertar da ignorância, que nos escravizava à “letra morta” dos ensinamentos ocultos. Eram mal interpretados, sempre de acordo com os interesses de religiões dominantes.
Blavatsky nos revelou as chaves para interpretar a Sabedoria Eterna, rompendo o lacre dos Mistérios, uma forma de olharmos a nossa origem de um modo diferente, libertos do “pecado original”, da grande culpa, do medo do inferno, da esperança de merecer o céu; reacendeu o Sol da compreensão em nosso mundo interior.
Seus ensinamentos vieram iluminar cada palavra sagrada, que antes dela pareciam sem sentido e hoje podemos conviver com um firmamento maravilhoso de descobertas sobre a grandeza do ser humano.
O nascimento de “Mamãe Helena”, como carinhosamente a chamamos, é um divisor de águas: Antes dela, o ser humano era desprovido de uma oportunidade em ampla escala de aprender sobre sua origem espiritual. Mas isso custou a ela muito sofrimento. Em sua biografia encontramos um fato que confirma o que dizemos:
Enquanto escrevia a grande obra A Doutrina Secreta, ficou muito doente e estaria impossibilitada de prosseguir. Seus Orientadores, aqueles Senhores que lhe confiaram a missão, lhe perguntaram se ela preferia morrer e cessar suas dores, ou aceitaria que lhe curassem para continuar a escrever. Escolheu continuar, mesmo sabendo que passadas as dores físicas, viriam as dores morais. Foi como se um novo Prometeu roubasse a luz (o fogo sagrado) do Olimpo, o céu de Zeus. Mas ela foi muito além da Mitologia grega. Abriu para nós as portas dos céus, além de Zeus, de Brahman, de Jeová, de Alá, de Osíris, de Júpiter, de Odin, de Baal, de Oxalá …
Hoje todas as moradas dos deuses estão abertas às nossas almas e ao nosso entendimento. Blavatsky foi a mártir moderna de nossa iluminação!
Que as bênçãos de “Mamãe Helena” estejam sempre presentes em nossas vidas.
Paz e Cristo!
Maximo Ribera

Há de Passar

Lucia Magalhães

Passada a grande dor,
É hora do silêncio.
O olhar vagueia
Pelos longes:
No espaço agora enevoado
Há o convite da Vida,
A caminhar.

Esperança e cuidado
Se misturam
A uma sincera vontade
De acertar…

Para pensar o sentimento
Ainda dolorido,
Um só cuidado:
Nem para trás,
Nem para o lado!
Seguir em frente,
Com a luz do Alto
Vibrando o Amor!
– É Lá que a Alvorada
Desses novos dias
Vai brilhar,
Com todo ardor.